Paraíba, sexta, 20 de março de 2026

Presidente da ANDESS é convidado por Taiwan para conhecer tecnologias de saúde com Inteligência ArtificialBrasil

Viagem internacional ocorre em meio à atuação da entidade contra abusos de planos de saúde e à pressão pela instalação da CPI da saúde suplementar no Congresso

O presidente da Aliança Nacional em Defesa da Ética na Saúde Suplementar (ANDESS), médico José Ramalho Neto, foi convidado pela Embaixada de Taiwan para uma missão internacional voltada ao conhecimento de novas tecnologias na área da saúde, com foco na integração de soluções baseadas em Inteligência Artificial.

A visita ao país asiático tem como objetivo aproximar o Brasil de experiências inovadoras que vêm sendo aplicadas no sistema de saúde taiwanês, considerado referência em eficiência e uso de tecnologia. Durante a agenda, Ramalho Neto deve conhecer iniciativas que envolvem automação de diagnósticos, gestão inteligente de dados clínicos e otimização de atendimentos médicos.

A viagem também representa uma oportunidade de intercâmbio técnico. Além de apresentar sua experiência como médico atuante no sistema brasileiro, o presidente da ANDESS busca identificar práticas que possam ser adaptadas à realidade nacional, contribuindo para a melhoria da qualidade e da eficiência dos serviços de saúde.


Atuação nacional e embates com planos de saúde

No Brasil, a ANDESS tem ganhado destaque por sua atuação crítica frente ao setor de saúde suplementar. A entidade denuncia práticas consideradas abusivas por operadoras de planos de saúde, especialmente negativas recorrentes na autorização de exames e procedimentos essenciais para pacientes.

Outro ponto de atuação da organização envolve críticas à conduta de integrantes de Conselhos Regionais de Saúde. Segundo a ANDESS, há casos de atuação considerada “dúbia”, que, na avaliação da entidade, favoreceria interesses de grandes operadoras em detrimento dos usuários.


Pressão pela CPI da saúde suplementar

Paralelamente, a ANDESS também é uma das vozes que pressionam pela instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da saúde suplementar na Câmara dos Deputados.

O pedido já reúne mais de 200 assinaturas de parlamentares, número suficiente para sua abertura. No entanto, a comissão ainda depende de autorização do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), e segue sem avanço até o momento.

A não instalação da CPI tem sido alvo de críticas por parte de entidades e especialistas, que defendem maior investigação sobre a atuação das operadoras e a regulação do setor.

A agenda internacional de José Ramalho Neto ocorre em um momento estratégico, no qual o debate sobre o futuro da saúde suplementar no Brasil ganha força. Entre denúncias, articulações políticas e busca por inovação, a expectativa é que experiências internacionais possam contribuir para transformar um sistema frequentemente criticado por usuários e especialistas.

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