Em meio à instabilidade política que atinge Cabedelo, o governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), descartou qualquer possibilidade de intervenção estadual no município. A declaração ocorre após o afastamento do prefeito eleito na eleição suplementar, Edvaldo Neto, alvo de investigação na Operação Cítrico.
“Não está na mesa essa possibilidade de intervenção”, afirmou o governador. Segundo ele, a condução do caso deve permanecer sob responsabilidade dos órgãos competentes. “Os fatos estão sendo apurados e essa decisão deve ser tomada por outros poderes, inclusive o Ministério Público”, completou.
A crise ganhou força após a decisão que afastou Edvaldo poucos dias depois de sua vitória nas urnas, em uma eleição complementar convocada após a cassação da gestão anterior. A investigação em curso apura possíveis irregularidades administrativas e suspeitas de ligação com práticas ilícitas, o que intensificou a pressão política e institucional sobre a cidade.
Enquanto o cenário permanece indefinido, a Prefeitura de Cabedelo está sob comando interino do presidente da Câmara Municipal, José Pereira, que assumiu o cargo após o afastamento do prefeito eleito. Ele deve permanecer na função até novas decisões da Justiça.
A diplomação de Edvaldo Neto e do vice-prefeito eleito, Evilásio Cavalcanti, está prevista para o próximo dia 25 de abril, caso não haja impedimentos legais. Nos bastidores, a expectativa gira em torno do desfecho jurídico: se o afastamento de Edvaldo for mantido após a diplomação, o vice poderá ser chamado a assumir a prefeitura.
Ao descartar a intervenção, o governo estadual sinaliza cautela diante da crise e reforça a autonomia das instituições responsáveis pela investigação. Em Cabedelo, no entanto, o cenário segue aberto — e a definição sobre quem governará a cidade dependerá diretamente dos próximos passos da Justiça.