A Justiça Eleitoral decidiu manter a diplomação dos eleitos em Cabedelo, mas o prefeito eleito Edvaldo Neto (Avante) continua impedido de assumir o cargo.
A decisão é da juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues, da 57ª Zona Eleitoral, dentro da AIJE que apura desdobramentos da Operação Cítrico.
Na prática: pode diplomar, mas nem todos podem assumir.
Edvaldo segue afastado por decisão da Justiça criminal. Já o vice, Evilásio Cavalcanti (Avante), está liberado para ser diplomado — e pode assumir, dependendo do cenário jurídico no momento da posse.

A magistrada negou o pedido para suspender a diplomação e também descartou a possibilidade de dar posse ao segundo colocado, Walber Virgolino (PL). Segundo ela, não há base legal para isso agora.
Pedidos mais duros, como quebra de sigilo e bloqueio de bens, também foram rejeitados por falta de elementos suficientes neste momento.
Por outro lado, a juíza abriu espaço para reforçar o processo: autorizou a inclusão de novas provas da investigação criminal, além de testemunhas e documentos ligados à Operação Cítrico.
Edvaldo foi eleito no último dia 12, mas caiu dois dias depois, após decisão judicial. Ele é investigado por suspeitas que incluem desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.
A diplomação está marcada para 25 de maio. A posse? Vai depender de quem estiver, de fato, em condições legais de assumir.