Paraíba, quinta, 21 de maio de 2026

Leo desmente João sobre saída do comando do PSB e expõe bastidores da crise no partidoEleições 2026

Compartilhe:

Prefeito  afirma que foi pressionado a deixar presidência da legenda após defender apoio político a Cícero Lucena.

Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, nesta quinta-feira (21), o prefeito em exercício de João Pessoa, Leo Bezerra, comentou pela primeira vez os bastidores de sua saída da presidência municipal do PSB e atribuiu diretamente ao ex-governador João Azevêdo a decisão de afastá-lo do comando da legenda.

Segundo Leo, a mudança ocorreu logo após ele declarar que pretendia manter apoio político tanto ao ex-governador quanto ao prefeito Cícero Lucena.

“Com todo respeito ao ex-governador João Azevêdo, mas eu quero dizer aqui a vocês: no outro dia, às 9h da manhã, eu recebi a ligação do governador me pedindo a presidência do partido”, afirmou.

O prefeito em exercício disse que foi retirado da função por não acompanhar integralmente a posição política adotada pelo PSB para as eleições.

“Me tiraram da presidência porque eu não votava no candidato que o partido iria apoiar”, declarou.

Leo Bezerra afirmou ainda que nunca escondeu sua posição dentro do grupo político e reforçou que continua defendendo apoio simultâneo a João Azevêdo e Cícero Lucena.

“Eu não mudei uma vírgula do que eu falei: queria votar em João e queria votar em Cícero”, disse.

Durante a entrevista, Leo também criticou a condução interna do PSB e citou o caso de Júnior Pires, que, segundo ele, teria sido retirado da tesouraria da legenda sem qualquer diálogo prévio.

“Tiraram ele da tesouraria sem nem um telefonema”, afirmou.

Na avaliação do prefeito em exercício, integrantes do partido estariam sofrendo restrições por manter alinhamento político com o prefeito Cícero Lucena.

“Pra estar no PSB tem que estar 100% lá, mas querem o voto da gente? Como é isso?”, questionou.

Apesar das críticas públicas, Leo sinalizou que ainda pretende dialogar com João Azevêdo antes de tomar qualquer decisão sobre permanência no PSB.

“Eu tenho que ter a conversa com o presidente do partido”, declarou.

Ao final da entrevista, Leo reforçou que qualquer definição política futura dependerá também do alinhamento com seu grupo político.

“João, para ter o meu apoio, vai ter que conversar com o grupo político dele”, concluiu