A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu aumentar a pena do médico Fernando Paredes Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável. A decisão foi tomada por unanimidade nesta terça-feira (2), durante o julgamento dos recursos apresentados pela defesa e pela assistência de acusação.
Inicialmente, a condenação definida em primeira instância era de 22 anos, 5 meses e 2 dias de prisão, considerando crimes cometidos contra duas vítimas citadas pelo Ministério Público.
Mas ao reavaliar o caso, o desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator do processo, votou pelo reconhecimento de mais uma vítima. O entendimento foi acompanhado pelos demais membros da Câmara Criminal.
Com isso, a pena do médico subiu para 32 anos e 17 dias de reclusão.
Durante o julgamento, o Ministério Público afirmou que os relatos das vítimas eram consistentes, coerentes e compatíveis com as demais provas reunidas ao longo da investigação. O órgão também destacou a relação de confiança existente entre o acusado e as vítimas.
A assistência de acusação reforçou os impactos psicológicos provocados pelos crimes e apontou a repetição das condutas ao longo dos anos.
Já a defesa pediu a absolvição do médico, alegando falta de provas suficientes para comprovar os crimes. O pedido, no entanto, foi rejeitado pelos desembargadores.