Paraíba, quinta, 04 de junho de 2026

Apenas 18% das gestantes em João Pessoa cumprem meta mínima de pré-natal, alerta secretário de SaúdeClauber Beserra

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Dado expõe fragilidade da atenção básica na capital paraibana e acende debate sobre a política pública voltada à saúde de mulheres e bebês.

O secretário de Saúde da Paraíba, Ari Reis, chamou atenção para a importância da cobertura primária sob responsabilidade dos municípios como ferramenta essencial para prevenir o agravamento de doenças como hipertensão, diabetes e outras complicações que podem surgir durante a gestação.

Durante a declaração, o secretário destacou um dado considerado alarmante sobre a realidade da assistência pré-natal em João Pessoa. Segundo Ari Reis, apenas 18% das gestantes da capital conseguem realizar o número mínimo de consultas pré-natais preconizadas pelo Ministério da Saúde.

O índice acende um alerta sobre possíveis falhas na condução da política pública de atenção básica voltada a um dos públicos mais vulneráveis do sistema de saúde: mulheres grávidas e recém-nascidos.

Especialistas apontam que um pré-natal realizado de forma adequada é fundamental para prevenir complicações graves como eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro e até casos de mortalidade materno-infantil. A baixa cobertura das consultas mínimas recomendadas evidencia desafios importantes na estrutura de acompanhamento oferecida às gestantes da capital paraibana.

A fala do secretário também reforça a necessidade de discutir como a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa vem conduzindo as ações de acompanhamento pré-natal e de atenção básica, consideradas estratégicas para reduzir riscos e garantir mais segurança durante a gestação.

A ausência de políticas públicas eficientes e de uma cobertura adequada na atenção básica coloca em risco diretamente a vida de mães e bebês. Sem acompanhamento pré-natal regular, aumentam as chances de complicações graves durante a gestação e o parto, cenário que contribui para a elevação dos índices de mortalidade materno-infantil. O dado apresentado pelo secretário expõe não apenas uma deficiência no acesso às consultas, mas também um desafio estrutural na assistência oferecida às gestantes em João Pessoa.