As articulações da direita paraibana para as eleições de 2026 ganharam um ingrediente inesperado nos últimos dias. Ao descartar uma aliança com o Partido Novo e rejeitar a participação do ex-deputado Major Fábio em uma eventual chapa ao Senado, o presidente estadual do PL, Marcelo Queiroga, provocou reações nos bastidores e levantou questionamentos sobre a unidade do grupo conservador no estado.
A resposta veio do próprio Major Fábio, que, em entrevista ao Portal MaisPB, colocou em dúvida se a declaração de Queiroga reflete uma posição construída coletivamente ou apenas um entendimento pessoal do dirigente partidário. O posicionamento traz para o centro do debate nomes estratégicos da oposição paraibana, como o senador Efraim Filho e o deputado federal Cabo Gilberto Silva, que ainda não se pronunciaram publicamente sobre o tema.
O silêncio das lideranças alimenta especulações sobre os rumos da composição que vem sendo desenhada para a disputa de 2026. Enquanto partidos e pré-candidatos intensificam conversas de bastidores, a exclusão antecipada do Novo da possível aliança pode representar um fator de desgaste dentro do próprio campo oposicionista.
Nos bastidores, a avaliação é de que a declaração de Queiroga sinaliza uma tentativa do PL de assumir protagonismo na construção da chapa majoritária, estabelecendo critérios próprios para definir aliados e candidaturas. A estratégia, no entanto, ainda precisará ser validada pelos demais atores que participam das negociações.
Com o calendário eleitoral se aproximando e as movimentações políticas ganhando força, o episódio evidencia que a formação da oposição paraibana está longe de um consenso e pode enfrentar novos embates antes da definição da chapa que disputará o Governo do Estado e o Senado em 2026.