Vereador do PSB afirma que formação de uma bancada de oposição dentro do partido inviabilizou a aproximação entre João Azevêdo e o prefeito de João Pessoa.
A tentativa de conquistar o apoio do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), para a pré-candidatura de João Azevêdo (PSB) ao Senado já ficou para trás. A avaliação é do vereador Odon Bezerra (PSB), que atribuiu o desgaste político à decisão de vereadores da própria legenda de integrarem a oposição na Câmara Municipal. Segundo ele, o episódio comprometeu a relação e fez com que o governador perdesse o momento ideal para construir essa aliança.
Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, nesta segunda-feira (20), Odon afirmou que a iniciativa foi um erro político.
“Já passou. Perdeu o timing. A partir do momento em que dois vereadores integrantes do mesmo partido assinam uma bancada de oposição, ficou ruim. Eu até entendia a oposição a Cícero, mas oposição a Leo? No outro dia em que Leo assume a Prefeitura, a bancada já assina como oposição”, declarou.
O vereador também explicou que decidiu não assinar o pedido de instalação da CPI da Cagepa por considerar a iniciativa incompatível com sua atuação no PSB e com o apoio recebido de eleitores ligados ao grupo governista.
“Quando vieram pedir minha assinatura na CPI da Cagepa, eu disse que não assinava. Foi uma questão de coerência, por estar no partido e por ter sido votado por pessoas do governo. Não vou julgar ninguém, mas essa sempre foi minha posição”, afirmou.
Ao comentar o cenário político da Câmara de João Pessoa, Odon classificou a atual configuração como contraditória.
“Hoje eu sou líder do governo sendo do PSB, enquanto Milanez, que é do MDB, lidera a oposição. Veja que coisa. É um paradoxo muito grande dentro da Câmara. Cada um tem suas razões, mas esse quadro acabou dificultando essa construção política”, concluiu.