Paraíba, sexta, 24 de julho de 2026

STF abre investigação sobre os R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro

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Investigação busca esclarecer a origem, o destino e o uso dos recursos destinados ao longa.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar a origem, o destino e a utilização de recursos destinados à produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (23), após pedido da Polícia Federal (PF) com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), em meio a suspeitas envolvendo um suposto investimento milionário no projeto.

A investigação foi motivada por reportagens do The Intercept Brasil, que divulgaram mensagens atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Nas conversas, Flávio solicita apoio financeiro para a produção do longa-metragem, enquanto Vorcaro afirma ter destinado R$ 61 milhões ao projeto. A Polícia Federal busca confirmar o montante e rastrear o destino dos recursos.

Entre as linhas de apuração, os investigadores pretendem esclarecer como o dinheiro foi empregado. Uma das hipóteses analisadas é que parte dos valores possa ter sido utilizada para custear a permanência do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. A PF também apura se os repasses tiveram alguma contrapartida, como eventual favorecimento político envolvendo Flávio Bolsonaro ou integrantes de seu grupo.

O inquérito autorizado por André Mendonça não abrange possíveis irregularidades relacionadas a emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produtora do filme. Esse tema já é objeto de uma investigação separada, conduzida no STF sob a relatoria do ministro Flávio Dino.

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade. Segundo o senador, sua atuação se limitou à busca de financiamento privado para viabilizar a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro.