Paraíba, sexta, 14 de agosto de 2026

Defensoria cobra explicações sobre possível falta de profissionais em hospitais de Campina Grande

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Órgão questiona mudanças em plantões de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social e dá 15 dias para Secretaria de Saúde esclarecer como atendimentos estão sendo mantidos.

A Defensoria Pública da Paraíba (DPE-PB) cobrou explicações da Secretaria de Saúde de Campina Grande sobre mudanças nas escalas de plantão e a continuidade dos serviços de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social em quatro hospitais da rede municipal.

A preocupação da Defensoria é com a possibilidade de pacientes ficarem sem assistência desses profissionais, principalmente durante a noite, fins de semana e feriados.

O ofício foi encaminhado à Secretaria de Saúde na quarta-feira (12) e estabelece prazo de 15 dias para que a gestão municipal apresente informações sobre a organização e o funcionamento dos serviços.

Os questionamentos envolvem o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), o Hospital da Criança e do Adolescente, o Hospital Municipal Dr. Edgley e o Hospital Municipal Pedro I.

Segundo a Defensoria, há relatos de que plantões noturnos de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social teriam sido interrompidos em algumas dessas unidades. Com a mudança, os atendimentos teriam ficado concentrados entre 7h e 19h.

Defensoria alerta para situações que exigem atendimento fora do horário administrativo

Um dos principais pontos levantados pelo órgão é que a necessidade de acompanhamento desses profissionais não se restringe ao horário comercial.

A Defensoria cita situações envolvendo vítimas de violência doméstica e sexual, crianças e adolescentes em situação de risco, casos de abandono, óbitos e altas hospitalares que dependem de articulação com outros órgãos da rede de proteção.

Por isso, caso não existam profissionais disponíveis durante todo o período de funcionamento das unidades, a Secretaria de Saúde deverá informar qual procedimento é adotado quando um paciente necessita desses serviços nos horários sem cobertura.

O órgão também quer saber se existe previsão para a retomada dos plantões, caso seja confirmada a interrupção.

Escalas e documentos também foram solicitados

A cobrança não se limita a uma explicação sobre os horários. A Defensoria solicitou as escalas dos últimos três meses, incluindo agosto de 2026, das quatro unidades hospitalares.

Também foram requisitados documentos que tenham fundamentado eventuais mudanças nas escalas, redução das equipes, remanejamento de profissionais ou descontinuidade dos serviços.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que fará o levantamento das informações solicitadas pela Defensoria Pública e apresentará resposta posteriormente.

Com o prazo de 15 dias estabelecido no ofício, caberá agora à gestão municipal esclarecer se houve efetivamente redução dos plantões e, principalmente, como está sendo garantido o atendimento aos pacientes que necessitam desses profissionais durante noites, fins de semana e feriados.