Paraíba, sexta, 21 de agosto de 2026

Galdino aponta falta de diálogo na escolha de vice e relata conversa com Lucas Ribeiro

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Presidente da Assembleia diz que condução do processo provocou frustrações entre aliados, mas classifica encontro com o governador como conversa “entre dois amigos”.

As articulações em torno da escolha do vice deixaram marcas na base governista da Paraíba e poderiam ter sido conduzidas com mais diálogo. A avaliação é do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, que comentou o episódio ao participar do programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, e revelou detalhes de uma conversa recente com o governador Lucas Ribeiro.

Segundo Galdino, o processo deveria ter envolvido de maneira mais ampla tanto os nomes cotados para ocupar a vaga quanto os partidos que integram a aliança.

“Eu acho que no processo da escolha do vice faltou um pouco mais de diálogo, não só com as pessoas que em tese estariam aptas a assumir a vice, mas também com os próprios partidos”, afirmou.

Na avaliação do presidente da Assembleia, a forma como as articulações foram conduzidas acabou provocando reclamações e frustrações entre integrantes da base. Ele citou, como exemplo, aliados que chegaram a ser apontados como possíveis escolhidos durante as negociações.

“Posso citar o nome do deputado Eduardo Carneiro, que passou praticamente 24 horas como vice; a própria Viviane também passou um período aí já na condição de vice”, declarou.

Para Galdino, uma interlocução maior durante o processo poderia ter reduzido os “arranhões” entre os aliados.

Apesar das críticas, o presidente da Assembleia adotou um tom conciliador ao falar sobre o encontro que manteve com Lucas Ribeiro. Galdino classificou a conversa como tranquila e destacou a relação pessoal construída com o governador ao longo da caminhada política.

“Ontem nessa conversa foi uma conversa entre dois amigos. Durante essa caminhada eu aprendi a gostar de Lucas, um cara muito puro, sensível e muito equilibrado”, afirmou.

As declarações colocam lado a lado dois movimentos dentro da base governista: o reconhecimento de insatisfações provocadas pelas articulações para a composição da chapa e a tentativa de preservar o diálogo entre aliados após o processo de escolha.