Quem está por trás da página “Direita UFPB”? A Justiça Eleitoral quer chegar aos responsáveis pelo perfil depois que publicações contra a candidata a deputada estadual Tenente-Coronel Viviane Vieira de Sousa (PSB) foram parar no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
O desembargador Aluízio Bezerra Filho determinou que o Facebook forneça, no prazo de cinco dias, dados capazes de identificar os responsáveis pela página. A medida foi tomada após recurso apresentado pela candidata contra conteúdos que, segundo ela, ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram sua imagem e vida pessoal.
Nas publicações questionadas, o perfil teria colocado em dúvida a identificação política de Viviane com a direita, destacando sua filiação ao PSB e posições associadas ao campo progressista. O conteúdo também teria atribuído à candidata qualificações como “feminista radical” e “misandrista”.
Em entrevista ao ComunicaPB, Viviane afirmou que decidiu recorrer à Justiça por considerar que as manifestações deixaram o debate político e passaram a atingir diretamente sua pessoa.
“Como me afetou diretamente, ingressei com a ação. Sou mãe de um menino lindo, esposa de um homem sensacional e filha de um pai incrível. Não achei justo esse ataque à minha pessoa, principalmente pelas pessoas com as quais convivo”, declarou.
Segundo a candidata, a página também teria afirmado que ela seria “contra o direito dos homens”, que “distorce o feminismo e divide a sociedade” e que “incita o ódio e discriminação contra homens”.
Viviane afirmou ainda que espera a responsabilização dos autores caso a Justiça considere procedentes as alegações apresentadas no processo.
“Que ele, caso a Justiça entenda procedente, pague pelo que fez, porque a gente só fala algo ou aponta o dedo para alguém quando sustenta o BO”, disse.
A candidata encerrou a declaração recorrendo a uma expressão que, segundo ela, aprendeu com o pai: “Já dizia meu pai: ‘Quem não pode com o pote não pega na rudia’.”
Viviane disputa uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba pelo PSB e ganhou projeção no estado por ter sido a primeira mulher a comandar um batalhão operacional da Polícia Militar da Paraíba.
Com a decisão, a Justiça Eleitoral busca identificar quem administra a página e, consequentemente, esclarecer a autoria e a responsabilidade pelas publicações questionadas no processo. A determinação para fornecimento dos dados não representa, por si só, uma condenação dos responsáveis pelo perfil nem julgamento definitivo sobre o conteúdo das postagens.