A decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) de manter Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos) ganhou destaque no programa Senso Crítico, da FGTV, nesta sexta-feira (4). Ao rejeitar, por 7 votos a 0, a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, a Corte afastou o principal questionamento jurídico contra a participação da senadora na chapa que disputa uma vaga no Senado.
Durante o programa, o jornalista Klauber Beserra avaliou que Daniella entrou na disputa respaldada por uma análise jurídica prévia sobre a possibilidade de concorrer como suplente. Para ele, a parlamentar não assumiria o risco de integrar a chapa sem ter segurança sobre a legalidade da candidatura.
“Ela não teria entrado numa bola dividida, como a gente diz lá entre nós, sem que tivesse segurança jurídica para tal”, afirmou Klauber.
O comunicador Rudney Araújo também relacionou a postura mais discreta de Daniella durante o período em que seu registro estava sob questionamento a uma possível estratégia de cautela. Segundo ele, a ausência da senadora em determinados atos políticos poderia evitar novos elementos de desgaste enquanto o caso aguardava uma definição da Justiça Eleitoral.
“Foi uma precaução para que não existissem alguns complicadores no meio desse discurso todo”, declarou.
Além do aspecto jurídico, a composição foi analisada pela bancada sob a perspectiva das articulações para a disputa pelo Senado. Na avaliação de Rudney, a escolha de Daniella como primeira suplente fortaleceu politicamente Nabor desde a formação da chapa.
“Nabor já ganhou desde o início, quando ele escolheu Daniela Ribeiro”, afirmou.
O comunicador destacou ainda a relação da senadora com o grupo político do governador Lucas Ribeiro (PP). Na avaliação apresentada durante o programa, a presença de Daniella na suplência aproxima a candidatura de Nabor do núcleo ligado ao Governo do Estado e amplia o peso político da composição na corrida eleitoral.
Edney Oliveira, por sua vez, discutiu possíveis cenários futuros caso Nabor seja eleito senador e posteriormente deixe o mandato para ocupar outra função. Nesse caso, por ser a primeira suplente, Daniella poderia assumir a cadeira no Senado.
Ao projetar uma eventual mudança na composição política em Brasília, Edney mencionou a influência do deputado Hugo Motta e levantou a hipótese de Nabor vir a ocupar um ministério. O cenário apresentado pelo jornalista foi tratado como uma possibilidade política, e não como uma articulação já confirmada.
Com o julgamento por 7 a 0 no TRE-PB, a análise da bancada do Senso Crítico é de que o principal obstáculo jurídico envolvendo Daniella foi afastado, permitindo que a senadora volte a ocupar espaço nas articulações políticas em torno da candidatura de Nabor ao Senado.
Confira a íntegra do programa desta sexta-feira.