Paraíba, quarta, 09 de setembro de 2026

No Senso Crítico, Eloah Felinto anuncia que vai à Justiça contra sessão da Câmara de Bayeux

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Em entrevista a Klauber Beserra, vereadora rebateu Jays de Nita, questionou rito de votação e acusou pessoas ligadas à Prefeitura de participação no tumulto.

A vereadora Eloah Felinto (Mobiliza) anunciou, durante entrevista ao programa Senso Crítico, da FGTV, apresentado pelo jornalista Klauber Beserra, que pretende recorrer à Justiça para questionar a sessão da Câmara Municipal de Bayeux realizada no feriado de 7 de Setembro. A parlamentar também rebateu a versão apresentada pela presidente da Casa, Jays de Nita, sobre a confusão que marcou os trabalhos.

Durante a entrevista concedida nesta terça-feira (8), Eloah afirmou que passou mal durante a sessão e contestou a informação de que teria recusado atendimento do Samu.

“Eu fui atendida e estou com laudo. Não só eu, a vereadora França também está no médico”, declarou ao Senso Crítico.

Segundo Eloah, foi a própria presidente da Câmara quem informou que o Samu havia sido acionado para atender as parlamentares. Ela também citou a pastora Anunciada, que, conforme seu relato, é paciente oncológica e estava em tratamento, e criticou a continuidade da sessão diante da situação.

“É um ato gravíssimo da presidente continuar a sessão vendo uma companheira de parlamento passar mal”, afirmou.

Outro ponto levantado por Eloah durante a conversa com Klauber Beserra foi a presença de pessoas que, segundo ela, possuem ligação com a Prefeitura de Bayeux. A vereadora afirmou que integrantes desse grupo aparecem nas imagens do tumulto e defendeu que as gravações das câmeras da Câmara sejam analisadas para esclarecer quem participou do episódio.

“Se você olhar esse cidadão aí no vídeo que subiu na cadeira da Câmara, esse povo aí inteiro é da Prefeitura”, acusou. “Eu não estou dizendo nenhuma inverdade. O senhor pode pedir as imagens. Eu estou afirmando porque é verdade”, acrescentou.

A vereadora também questionou o rito adotado para a votação dos cinco projetos enviados pela prefeita Tacyana Leitão (PSB). Segundo Eloah, as matérias deveriam ter sido analisadas pelas comissões antes de seguirem para apreciação do plenário.

“O regimento informa que tem que passar pelas comissões, serem apreciados, e não é o rito que foi seguido”, declarou.

Integrante da Comissão de Ética, Eloah afirmou que pretende atuar na apuração da conduta dos envolvidos e sustentou que a sessão deverá ser anulada.

“Enquanto membro da Comissão de Ética, iremos fazer essa investigação e essa punição, porque essa sessão será anulada”, disse.

No ponto mais contundente da entrevista ao Senso Crítico, a parlamentar anunciou que pretende levar o caso ao Judiciário para contestar a condução dos trabalhos na Câmara.

“Eu quero judicializar a Câmara. Eu quero que a gente resguarde o direito da Casa. Isso é arbitrário”, afirmou a vereadora a Klauber Beserra.

A sessão extraordinária havia sido convocada pela presidente Jays de Nita para analisar cinco projetos encaminhados pela gestão da prefeita Tacyana Leitão. Os trabalhos foram marcados por discussões e protestos e tiveram atendimento do Samu e intervenção da Polícia Militar.

Jays apresentou uma versão diferente para os acontecimentos e afirmou que vereadores envolvidos na confusão serão punidos. As declarações de Eloah ao Senso Crítico ampliam o embate político e institucional sobre a condução e a validade da sessão realizada no Legislativo de Bayeux.