A Justiça da Paraíba decidiu manter presos os pais de um bebê de apenas 23 dias, morto com 24 golpes de faca no município de Patos, no Sertão paraibano. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (15), um dia após a prisão em flagrante dos suspeitos.
O caso ganhou novos detalhes com a divulgação das informações da perícia realizada pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol). Segundo o perito Dionísio Filho, os ferimentos não provocaram a morte imediata da criança, que permaneceu viva por algum tempo após ser atingida.
O exame identificou 24 lesões provocadas por arma branca. Desse total, 13 estavam localizadas na parte posterior do corpo, incluindo costas e braços. Outras 11 atingiram a região frontal, com ferimentos no abdômen, rosto e tórax.
Uma das facadas perfurou o coração do recém-nascido.
Após a audiência de custódia, o homem foi encaminhado ao Presídio Masculino Romero Nóbrega. A mulher foi transferida para o Presídio Regional Feminino. As duas unidades ficam no município de Patos.
O casal havia sido preso em flagrante na quarta-feira (14). Conforme as informações divulgadas, os procedimentos policiais envolvem suspeitas de homicídio qualificado e omissão.
A manutenção da prisão preventiva permite que os investigados permaneçam sob custódia enquanto o caso segue para as próximas etapas da investigação e do processo judicial.
A decisão não representa uma condenação. A responsabilidade individual dos suspeitos e as circunstâncias do crime ainda deverão ser esclarecidas no curso da apuração.
O laudo do Numol constitui um dos principais elementos técnicos para a investigação, especialmente pela quantidade, localização e gravidade dos ferimentos identificados no corpo da vítima.
As informações periciais poderão auxiliar na reconstituição da dinâmica do crime e na apuração da participação de cada investigado.
Até o momento, não foram apresentados, nas informações disponibilizadas, detalhes conclusivos sobre a motivação do crime ou a conduta atribuída individualmente ao pai e à mãe.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.