Paraíba, domingo, 25 de outubro de 2026

Promotora recomenda suspensão do São João de Santa Rita devido a gastos exorbitantes

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Festa anunciada pela gestão de Emerson Panta enfrenta críticas por despesas incompatíveis com a realidade do município

A promotora de Justiça Anita Bethânia Silva da Rocha recomendou que o prefeito de Santa Rita, Emerson Panta, suspenda a realização do São João, devido aos gastos desproporcionais anunciados para a festa. A programação inclui a contratação de 65 artistas, com custos elevados, enquanto o município enfrenta graves problemas financeiros e sociais, como falta de medicamentos, saneamento básico inadequado e problemas na educação.

  • Gusttavo Lima: R$ 1,1 milhão
  • Saia Rodada: R$ 300 mil
  • Aline Barros: R$ 220 mil
  • Mara Pavanelly: R$ 200 mil
  • Avine Vinny: R$ 150 mil
  • Fulô de Mandacaru: R$ 150 mil
  • Vicente Nery: R$ 150 mil
  • Bonde do Brasil: R$ 120 mil

No documento, a promotora argumenta que “a projeção dos gastos com o São João de Santa Rita é absolutamente desproporcional à realidade financeira e social do município”.

Realidade financeira crítica e prioridades negligenciadas

Para o Ministério Público, a cidade enfrenta sérios problemas em diversas áreas, como saúde, educação e saneamento básico. A falta de medicamentos, insumos e profissionais na saúde é um exemplo das dificuldades que os moradores de Santa Rita enfrentam diariamente. Além disso, há falhas significativas no sistema de saneamento básico e problemas no Regime Previdenciário.

“As vultosas despesas com as festividades juninas são consideradas ilegítimas, uma vez que as receitas de Santa Rita são reduzidas frente às necessidades sociais básicas da população”, afirma a promotora.

Recomendações e possíveis consequências

Diante deste cenário, a promotora recomenda:

  • Suspender a realização do São João de Santa Rita, edição 2024, com 65 atrações artísticas programadas para se apresentar em 17 dias de festas, de 12 de junho a 7 de julho.
  • Caso opte por realizar as festividades, adequar a grade de artistas à realidade financeira do município ou adotar o compartilhamento de custos com uma empresa privada responsável pela organização do evento.

A promotora adverte que a não acolhida da recomendação poderá resultar no ajuizamento de uma ação judicial para assegurar a imposição de seus termos.

Essa situação levanta uma crítica severa ao uso irresponsável de recursos públicos em eventos festivos, especialmente quando confrontados com a dura realidade das necessidades básicas não atendidas da população local.