Paraíba, sexta, 23 de outubro de 2026

Eliane Nunes da Silva é condenada a 30 anos de Prisão por matar filha de um ano a facadas em João Pessoa

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Crime bárbaro chocou a capital paraibana; Júri reconhece motivo torpe e meio cruel

Eliane Nunes da Silva foi condenada nesta terça-feira (11) a 30 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato brutal de sua filha de apenas um ano. O julgamento, realizado no Fórum Criminal Ministro Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Mello, foi presidido pela juíza Ailza Fabiana Borges.

Após o veredito, Eliane retornou ao presídio Júlia Maranhão, onde está detida desde o ano passado. Ela cumprirá sua pena integralmente neste estabelecimento. O crime ocorreu em 26 de outubro do ano passado, por volta das 10h, na residência da acusada no bairro Geisel, em João Pessoa.

Detalhes do Crime

Eliane Nunes da Silva foi condenada conforme as sanções do artigo 121, parágrafo 2º, incisos I (motivo torpe), III (meio cruel) e IV (recurso que impossibilitou a defesa da ofendida), combinado com o parágrafo 2º-B, II (autora ascendente) e artigo 61, II, h (contra criança) do Código Penal.

Segundo a denúncia, o crime foi cometido por motivo fútil, com extrema crueldade e sem chance de defesa para a vítima. Após receber uma mensagem de seu companheiro rompendo o relacionamento, Eliane, dominada por ódio e vingança, pegou uma faca peixeira de oito polegadas e foi até o berço onde sua filha estava. Desferiu o primeiro golpe nas costas da criança, que começou a chorar.

A acusação descreve que, insensível ao sofrimento da filha, Eliane continuou a esfaqueá-la, desferindo 26 golpes nas regiões do abdômen, costas e pescoço. O laudo pericial revelou múltiplas perfurações no corpo da bebê, incluindo dez no abdômen, duas no pescoço, e várias outras nas costas e lombar.

Confissão e Condenação

Após o crime, Eliane se apresentou espontaneamente à polícia, ainda com manchas de sangue nos braços, e confessou o ato bárbaro, detalhando os motivos que a levaram a cometê-lo. Sua condenação a 30 anos de prisão reflete a gravidade do crime e a busca por justiça diante de um caso que chocou a comunidade.

A sentença serve como um alerta sobre a importância de tratar questões de saúde mental e emocional, especialmente em situações de vulnerabilidade e crise familiar, para prevenir tragédias semelhantes.