Paraíba, quinta, 22 de outubro de 2026

Justiça decreta nova prisão preventiva contra médico foragido acusado de estupro de crianças

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Pediatra de 81 anos é alvo de novo mandado; crimes teriam ocorrido desde os anos 1990

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decretou, nesta quarta-feira (5), um novo pedido de prisão preventiva contra o médico pediatra Fernando Cunha Lima, de 81 anos, acusado de estupro de crianças que eram suas pacientes. O mandado foi expedido exatamente quatro meses após o médico ter se tornado foragido.

No dia 5 de novembro de 2024, a Polícia Civil tentou cumprir o primeiro mandado de prisão preventiva, mas não encontrou o acusado em sua residência. A defesa do médico informou que tomou conhecimento da nova ordem judicial, mas ainda não está habilitada no processo.

A decisão foi assinada pela juíza Virgínia Gaudêncio, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa. No despacho, a magistrada destacou que a condição de foragido do acusado demonstra sua intenção de escapar da aplicação da lei penal, representando um risco concreto à instrução processual e à execução da pena.

Denúncias e novas investigações

Fernando Cunha Lima foi denunciado pela segunda vez pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em dezembro de 2024, acusado de crimes contra duas crianças, de 2 e 4 anos. Segundo a denúncia, os abusos ocorrem desde os anos 1990, inclusive contra crianças de sua própria família.

O promotor Bruno Leonardo Lins, responsável pela denúncia, explicou que os dois novos casos não constavam no primeiro inquérito policial. Um novo inquérito foi aberto em agosto para investigar as novas acusações.

Além da condenação e do pagamento de indenização de 400 salários mínimos por vítima, o promotor solicitou novamente a prisão preventiva do médico e a proibição definitiva do exercício da profissão. O Conselho Federal de Medicina já determinou a suspensão temporária do pediatra.

Atualmente, Fernando Cunha Lima responde judicialmente por estupro contra seis crianças, sendo quatro vítimas no primeiro processo e duas no segundo. O Ministério Público segue acompanhando o caso, e as autoridades intensificam as buscas para cumprir o mandado de prisão.