Cícero Lucena conquista apoio do grupo Cunha Lima e isola Efraim Filho na disputa por 2026

COMPARTILHAR

Foto Poder Paraiba

Aliança entre João Pessoa e Campina Grande reposiciona forças políticas na Paraíba e amplia protagonismo do prefeito da capital.

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), já garantiu o apoio do grupo Cunha Lima para sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba em 2026. A movimentação, antecipada pelo colunista Josival Pereira, do Portal T5, representa uma vitória sobre o senador Efraim Filho (União Brasil), que disputava o mesmo espaço de articulação no campo da oposição. Com isso, Cícero consolida uma das alianças mais estratégicas do ciclo eleitoral.

Nos bastidores, o ex-senador Cássio Cunha Lima foi o articulador decisivo para convencer o filho, Pedro Cunha Lima (PSD), a aceitar a posição de vice na chapa. O ex-deputado, que inicialmente resistia à composição, teria sido convencido de que a aliança com Cícero — de perfil mais ao centro e aliado ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) — seria mais favorável à sua imagem do que uma aproximação com a direita bolsonarista, representada por Efraim.

Outro ponto de peso na negociação foi o envolvimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O dirigente vê na composição uma oportunidade de ampliar a bancada federal do partido, incluindo nomes como Mersinho Lucena e Wellington Roberto. A presença do PSD na cabeça de chapa fortalece ainda mais o arranjo.

A mudança no cenário nacional também pesou: com a perspectiva de reeleição do presidente Lula, o grupo de Veneziano tende a ganhar mais espaço e influência, o que contribui para o isolamento político de Efraim Filho dentro da oposição.

Internamente, aliados avaliam que a união entre Cícero e os Cunha Lima representa um fato político com alto poder de impacto, ao unir os polos de João Pessoa e Campina Grande. A leitura é que a aliança projeta, desde já, uma imagem de força majoritária e cria uma narrativa favorável de vitória para o início da campanha.

A história de parceria entre os dois grupos, com chapas conjuntas em 1990 e 2002, reforça os laços, mas também levanta um debate inevitável: a possível reedição de uma estrutura oligarca, crítica que deve ganhar fôlego durante o período eleitoral.

De toda forma, o acordo entre Cícero e os Cunha Lima já está fechado. Falta apenas o anúncio oficial — que, quando vier, promete reorganizar o mapa político da Paraíba.

COMPARTILHAR

Leia tambem: