Vice-governador fala em unidade e articulação estratégica nos bastidores após gesto de retirada do presidente da Assembleia.
O vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PSD), usou as comemorações pelos 154 anos de emancipação de Santa Luzia, neste sábado (23), para selar publicamente uma nova etapa na articulação política do Palácio da Redenção. Em entrevista ao Portal Poder Paraíba, Lucas destacou o “gesto de grandeza” de Adriano Galdino (Republicanos), que retirou sua pré-candidatura ao Governo do Estado e declarou apoio ao projeto liderado pelo vice.
A decisão de Galdino, anunciada no último dia 15 durante reunião com a cúpula governista, é vista como ponto de virada na consolidação da base aliada e na reorganização do grupo rumo à sucessão estadual de 2026. “Adriano sempre foi parte fundamental do projeto que fez a Paraíba avançar. Sua decisão fortalece a unidade e pavimenta um consenso em torno de um projeto coletivo”, afirmou Lucas.
No mesmo fim de semana, os dois líderes cumpriram agendas conjuntas em Cabaceiras, na Expo Couro, e em Parari, durante a Farra da Cabra — movimentações interpretadas como demonstrações públicas de alinhamento e início de um novo ciclo político.
Lucas revelou que Galdino já atua diretamente nos bastidores, articulando adesões ao grupo governista. “Ele tem uma longa história e conhece as lideranças como poucos. Só nesta semana, três prefeitos se somaram ao nosso projeto por meio dessa articulação”, afirmou. Segundo ele, muitos gestores esperavam um posicionamento do presidente da Assembleia para definir seus apoios. “Havia respeito ao tempo dele. Agora, com essa missão clara de realinhamento político, Adriano está abrindo caminho para ampliar esse bloco de apoio.”
Com o gesto de Galdino e o fortalecimento das articulações regionais, Lucas Ribeiro emerge como nome central da sucessão em 2026. Enquanto o vice-governador assume o protagonismo nos discursos e agendas públicas, o presidente da Assembleia comanda os bastidores, reforçando a base e preparando o terreno para a disputa futura. O cenário indica uma estratégia que mira mais que unidade: busca hegemonia no campo governista.





