Prometeu, mas não cumpriu: Luís da Padaria se agarra ao cargo e ignora suplente que o ajudou a se eleger

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Mesmo após prometer ceder vaga à suplente Alyne Moreira, vereador permanece no cargo e silencia diante do compromisso assumido com a aliada que teve votação expressiva.

Eleito graças ao desempenho coletivo de sua legenda, o vereador Luís da Padaria (Agir) parece ter esquecido rapidamente das alianças que o levaram à Câmara Municipal de João Pessoa. Entre elas, a promessa de ceder espaço à suplente Alyne Moreira, responsável por uma das votações mais expressivas da chapa. O compromisso, até agora, não saiu do discurso.

Alyne Moreira, primeira suplente do Agir, somou cerca de 3.356 votos e foi peça-chave para que a legenda conquistasse uma cadeira no Legislativo municipal. O acordo de rodízio, comum em situações como essa, era visto como uma forma de reconhecimento à contribuição da candidata. Mas, passado mais da metade do mandato, Alyne segue de fora — e sem explicações públicas.

Luís da Padaria, que já foi suplente e conhece bem o papel de quem espera uma oportunidade, agora adota postura oposta. Ignora o combinado, mantém o silêncio e alimenta a impressão de que o poder falou mais alto que a palavra empenhada.

A situação expõe uma contradição política incômoda: o vereador que um dia dependeu da generosidade de acordos para ocupar um mandato agora se recusa a oferecer o mesmo gesto. O desgaste pode custar caro — tanto para sua imagem quanto para o capital político do Agir.

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