Com 20% de reajuste no bolso, categoria ignorou ato convocado pelo deputado — e o tradicional bloquinho de janeiro virou evento fantasma.
Acostumado a abrir o calendário político da oposição com atos barulhentos em frente à residência oficial do governador, o deputado federal Cabo Gilberto (PL) viu seu tradicional “bloquinho” flopar neste janeiro. A razão? Um aumento salarial de respeito, daqueles que fazem até o mais inflamado opositor pensar duas vezes antes de ir pra rua.
Convocado para esta quinta-feira (15), o protesto mirava novamente o governo de João Azevêdo (PSB), mas encontrou um cenário bem diferente dos anos anteriores: ruas vazias, poucos apoiadores e ausência quase total dos policiais que, em outras edições, engrossavam o coro do descontentamento.
O motivo por trás do esvaziamento não passou despercebido: no fim de 2023, o governo anunciou o maior reajuste da história para as forças de segurança da Paraíba — 20% de aumento para todas as categorias. A decisão foi recebida com alívio por associações da Polícia Militar e servidores do setor, reduzindo o apelo de manifestações que antes tinham clima de revolta.
Para muitos, o reajuste tirou o combustível do movimento liderado por Cabo Gilberto, que depende justamente da insatisfação da tropa para manter sua base mobilizada. Agora, com a conta bancária mais gorda e menos motivos para protestar, a categoria parece ter virado a página — pelo menos por enquanto.





