Câmara mira 2026 com foco na escala 6×1 e promete votação já em maio

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Hugo Motta diz que redução da jornada de trabalho será prioridade, ao lado da segurança pública e do acordo Mercosul–União Europeia

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos–PB), colocou a redução da jornada de trabalho na escala 6×1 no centro da agenda legislativa de 2026. Em declaração feita nesta terça-feira (10), após participar de um evento do BTG Pactual, em São Paulo, Motta afirmou que a Casa pretende votar o tema já no mês de maio.

Segundo o parlamentar, a discussão reflete mudanças profundas no mundo do trabalho. “O mundo evoluiu, as tecnologias se desenvolveram e o Brasil não pode ficar para trás. Vamos capitanear essa discussão ouvindo a sociedade e o setor produtivo, com a expectativa de votação em maio”, declarou, em publicação nas redes sociais.

Atualmente, duas Propostas de Emenda à Constituição tratam do assunto no Congresso. A PEC 8/25, de autoria da deputada Érika Hilton (PSOL–SP), e a PEC 221/19, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT–MG). Ambas propõem mudanças na organização da jornada semanal de trabalho e vêm ganhando espaço no debate público, especialmente entre centrais sindicais e setores empresariais.

Além da pauta trabalhista, Motta destacou outras frentes consideradas estratégicas para o próximo ano legislativo. Entre elas estão as PECs relacionadas à Segurança Pública e a tramitação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Sobre a PEC da Segurança Pública, o presidente da Câmara afirmou que a intenção é retomar a análise logo após o Carnaval. A proposta deve passar por uma Comissão Especial antes de seguir para votação em plenário. “É uma pauta inadiável. Passando na Comissão Especial, espero que possamos levá-la ao plenário”, disse.

Já em relação ao acordo Mercosul–União Europeia, Motta lembrou que o texto ainda precisa ser analisado por uma comissão mista do Congresso. Caso seja aprovado pela Câmara e pelo Senado, o Brasil poderá iniciar formalmente as tratativas com os países europeus. “Isso vai abrir mercados e gerar um avanço significativo para o agronegócio e diversos outros setores da economia”, afirmou.

Com a definição dessas prioridades, Hugo Motta sinaliza o tom do Congresso para 2026: um calendário legislativo concentrado em temas de forte impacto social e econômico, com potencial de influenciar diretamente o cotidiano dos trabalhadores e o desempenho do setor produtivo brasileiro.

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