Daniella Ribeiro acusa Veneziano de “chantagem política” e uso do irmão ministro para pressionar o PT

COMPARTILHAR

Senadora critica bastidores da disputa pelo Governo da Paraíba e diz que não há espaço para manobras institucionais no atual cenário político

A senadora paraibana Daniella Ribeiro (Progressistas) elevou o tom contra o colega de Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), durante entrevista concedida na noite desta quarta-feira (4). Segundo ela, Veneziano estaria utilizando a posição do irmão, Vital do Rêgo Filho, atual presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), como ferramenta de pressão política para garantir apoio do PT ao seu grupo na Paraíba.

“Todo mundo sabe que o senador Veneziano usa isso para fazer pedidos, porque ele sabe onde o irmão dele está sentado”, disparou Daniella. Ela classificou a conduta como “birra e chantagem”, e afirmou que práticas como essa são conhecidas nos bastidores da política, mas não contribuem com o debate responsável sobre os rumos do estado.

A crítica ocorre em um momento de forte reconfiguração do cenário eleitoral paraibano. Daniella é mãe do atual vice-governador, Lucas Ribeiro (Progressistas), que deverá disputar o Governo do Estado em 2026, com a provável renúncia de João Azevêdo (PSB), cotado para concorrer ao Senado. Já Veneziano é aliado de Cícero Lucena (MDB), prefeito de João Pessoa, que também pode entrar na disputa pelo comando do Palácio da Redenção.

Para a senadora, o foco das articulações deveria estar nas necessidades reais da Paraíba, e não em disputas que envolvem, segundo ela, “pressões institucionais indevidas”.

“A verdade é essa. E eu acredito que o PT não vai sequer dar ouvido a chantagens em cima disso. O PT não precisa disso, o governo federal não precisa disso. As coisas precisam ser feitas corretamente”, afirmou.

Análise crítica: acusações e o risco de politização institucional

As declarações de Daniella Ribeiro acendem o alerta sobre a crescente tensão no bloco político paraibano e sobre o uso de cargos estratégicos no Judiciário e órgãos de controle como elementos de barganha política. No entanto, até o momento, as acusações carecem de provas públicas concretas. Em contextos como este, é fundamental que denúncias de “chantagem” ou influência indevida venham acompanhadas de evidências robustas — caso contrário, podem se reduzir a estratégias de deslegitimação eleitoral.

COMPARTILHAR

Leia tambem: