Flávio Moreira destaca trajetória de enfrentamento e critica discurso fácil: “Um olhar desapaixonado mostra o quanto evoluímos”
O anúncio feito pelo governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), sobre o reajuste linear de 10% para todos os servidores estaduais, reacendeu o debate sobre a valorização das forças de segurança pública no estado — especialmente entre aqueles que estiveram na linha de frente das conquistas ao longo dos últimos anos.
Nas redes sociais, o ex-presidente da ASPOL/PB e atual dirigente da Fundac, Flávio Moreira, fez questão de lembrar que os avanços atuais são frutos de décadas de mobilização, enfrentamentos e negociações duras. Ele destacou a luta histórica pela valorização salarial e institucional da Polícia Civil e de demais categorias que atuam diretamente na proteção da sociedade.
“Vendo hoje o reajuste e a tabela salarial das forças de segurança, lembrei do início de tudo, quando fundamos a ASPOL/PB, nos unimos com as demais forças e lutamos 100 dias para conseguirmos 5% de aumento”, escreveu Moreira. Ele também lembrou a aprovação da Lei Orgânica da Polícia Civil (LOPC), que classificou como “marco inicial da valorização que vem avançando”.
Além de fazer memória à luta sindical, Moreira adotou um tom crítico contra discursos superficiais e imediatistas:
“Claro que ainda é preciso avançar, mas um olhar desapaixonado mostra o quanto evoluímos. Continuo onde sempre estive: defendendo a valorização de todos os policiais, agentes socioeducativos e bombeiros militares, categorias que literalmente dão a vida pela sociedade”, reforçou.
Reajuste histórico e impactos
O reajuste anunciado será retroativo a janeiro de 2026 e pago a partir de fevereiro, contemplando ativos, aposentados, pensionistas e comissionados. Para as forças de segurança, além dos 10% lineares, haverá a incorporação da Parcela Provisória de Incorporação (PPI) e aumento adicional na bolsa dos guardas militares da reserva.
Para o setor da Educação, o governo informou que o reajuste também será de 10% — acima dos 5,4% definidos pelo Governo Federal — e professores prestadores de serviço passarão a receber o piso nacional proporcional à jornada de 30h (R$ 3.847,97) a partir de março. A incorporação de valores da PPI para servidores da Educação será finalizada em junho.
Valorização com memória
Ao contrário do tom de euforia institucional, Flávio Moreira propôs uma visão de continuidade e maturidade política. Para ele, o reconhecimento do presente só faz sentido quando se compreende a origem das conquistas — e quem esteve lá para construí-las.






