Faltando mais de quatro meses para o início da propaganda eleitoral gratuita, marcado para 28 de agosto, partidos que já lançaram pré-candidatos ao Palácio do Planalto intensificam negociações para aumentar seu espaço no rádio e na televisão.
A movimentação gira em torno de um critério central da legislação eleitoral: o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados. É esse peso parlamentar que define a maior parte do tempo de propaganda destinado a cada candidatura.
Pelas regras em vigor, 90% do total são repartidos proporcionalmente conforme o número de deputados federais de cada partido ou federação. Os 10% restantes são divididos igualmente entre os candidatos das legendas que atingiram a cláusula de barreira.
Nesse cenário, partidos de centro passaram a ser alvo de articulações de diferentes campos políticos, já que eventuais alianças podem alterar o tempo de exposição das candidaturas.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, deve ampliar sua participação com o apoio de siglas de esquerda, como PSB, PDT e a Federação PSOL-Rede. Já os partidos do chamado Centrão não devem integrar a coligação do presidente Lula.
Com base na atual composição da Câmara, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, aparece com a maior fatia do tempo de propaganda. Com 106 deputados, o grupo deve ficar com 2 minutos, 28 segundos e 19 centésimos, o equivalente a 20,78% do total de 12 minutos e 30 segundos.
Depois da União Progressista, aparecem PL, Federação PT-PCdoB-PV, MDB, PSD e Republicanos entre as forças com maior espaço previsto na divisão.