Gestão buscou alternativa para evitar gasto milionário e alerta para impacto econômico e social sem a festa.
Em meio às limitações orçamentárias, o prefeito de Santa Rita, Jackson Alvino (Progressistas), afirma ter adotado medidas para garantir a realização do São João 2026 com menor impacto financeiro para o município. A principal estratégia da gestão foi a tentativa de implementar uma parceria público-privada (PPP), proposta que, segundo o gestor, não avançou na Câmara Municipal.
A iniciativa tinha como foco reduzir os custos da festa, que na edição anterior consumiu mais de R$ 11,6 milhões em recursos próprios — um valor considerado elevado diante das demandas financeiras da Prefeitura.
“Encaminhamos um Projeto de Lei solicitando autorização para uma possível parceria público-privada, justamente para reduzir custos e garantir a realização do São João. Infelizmente, essa alternativa não foi aprovada”, afirmou o prefeito.
Segundo a gestão, a proposta buscava viabilizar o evento com maior participação da iniciativa privada, preservando a tradição cultural sem comprometer ainda mais o orçamento público.
O presidente da Câmara, Epitácio Viturino, afirmou que o projeto analisado pelos vereadores tratava de iluminação pública e destacou a necessidade de tramitação regular das matérias. Ainda assim, a Prefeitura reforça que a intenção era abrir caminho para alternativas que possibilitassem a realização do São João.
Sem a aprovação da proposta, a gestão municipal aponta que ficou limitada na busca por soluções para custear o evento, reforçando que houve tentativa de inovação e responsabilidade fiscal. A não realização da festa, segundo essa avaliação, deve “punir” diretamente a economia da cidade, afetando comerciantes, prestadores de serviço e trabalhadores informais que dependem do período junino.
Além disso, o cancelamento também impacta o cotidiano da população. Para muitos moradores que não têm condições de viajar para outros municípios, o São João local representa a principal oportunidade de vivenciar uma das manifestações culturais mais esperadas e simbólicas do Nordeste.