Paraíba, quarta, 14 de outubro de 2026

Dia do Vira-lata destaca a importância dos cuidados com pets resgatados

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Cresce a Adoção de Animais Sem Raça Definida nos Lares Brasileiros, segundo especialistas.

Uma pesquisa recente realizada pela Quaest revelou que 32% dos cachorros e 52% dos gatos com dono no Brasil são Sem Raça Definida (SRD). Além disso, 50% dos tutores adotaram seu pet, e 42% desses animais foram resgatados diretamente das ruas. No Dia do Vira-lata, celebrado nesta quarta-feira (31), o médico-veterinário Wilson Wouflan, diretor do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB), enfatizou a importância de cuidados especiais com esses animais, especialmente os resgatados, que podem enfrentar diversos problemas de saúde, incluindo zoonoses transmissíveis para humanos.

De acordo com Wouflan, adotar um animal exige preparo e responsabilidade. “Antes de adotar um animal, é necessário um planejamento financeiro, avaliar o tempo disponível para cuidados, o espaço adequado e se a rotina familiar é compatível”, aconselhou.

Um dos primeiros passos ao adotar é consultar um médico-veterinário, que avaliará o estado de saúde do animal e orientará sobre os cuidados necessários, incluindo vacinação, vermifugação e controle de ectoparasitas, como pulgas e carrapatos.

“A vacinação é crucial e deve ser feita seguindo a orientação de um profissional, pois animais doentes não podem ser vacinados”, explicou Wouflan. Ele também destacou a importância do controle de vermes, que é fundamental, especialmente para animais de rua que podem ter infestações severas.

Além dos cuidados médicos, Wouflan ressaltou a necessidade de enriquecimento ambiental e treinamento básico para garantir o bem-estar do pet. “Adestramento básico, banhos e um ambiente estimulante são essenciais para a saúde física e mental do animal”, disse.

O controle de pulgas e carrapatos também foi apontado como essencial, visto que esses parasitas podem transmitir doenças graves. “É importante utilizar produtos específicos para o controle de pulgas e carrapatos, como sprays, comprimidos, pipetas, coleiras e xampus, sempre sob orientação veterinária”, concluiu o médico-veterinário.