Paraíba, quinta, 15 de outubro de 2026

Hugo Motta recebe apoio de dez partidos para disputar reeleição à presidência da Câmara

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Bloco reúne 252 deputados eleitos e autoriza parlamentar paraibano a iniciar articulações para a eleição de fevereiro de 2027

O deputado federal paraibano Hugo Motta (Republicanos) recebeu, nesta quarta-feira (14), o respaldo de dez partidos para buscar um novo mandato à frente da Câmara dos Deputados. As legendas, que integram a aliança responsável por sua eleição em 2025, decidiram manter o bloco político e abrir caminho para as negociações da sucessão na Casa, previstas para fevereiro de 2027.

A manifestação foi formalizada por meio de uma nota conjunta assinada por Republicanos, União Brasil, PP, PSD, MDB, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade e PRD. Juntas, as siglas elegeram 252 deputados federais, número próximo dos 257 votos necessários para garantir a presidência da Câmara em primeiro turno.

No documento, os partidos defendem a manutenção da aliança construída em torno de Motta e autorizam o parlamentar a iniciar conversas com outras forças políticas em busca de uma candidatura de consenso.

O grupo também reafirma o compromisso com uma Câmara plural, independente e aberta ao diálogo entre diferentes correntes partidárias.

Apesar do tamanho da aliança, o apoio institucional das legendas não assegura automaticamente os votos de todos os integrantes das bancadas. A eleição para a Mesa Diretora ocorre por votação secreta, permitindo que parlamentares adotem posições diferentes das orientações partidárias.

Resistência bolsonarista entra nas negociações

A tentativa de reconduzir Hugo Motta ao comando da Câmara ocorre em meio a divergências envolvendo parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), revelou ter recebido do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informações sobre a resistência de integrantes do grupo bolsonarista à reeleição de Motta.

Mesmo diante das dificuldades, Pereira demonstrou confiança na possibilidade de construir um entendimento político para viabilizar a candidatura do atual presidente da Câmara.

O posicionamento representa uma mudança em relação à eleição de 2025, quando o PL integrou a ampla coalizão de 18 partidos que garantiu a vitória de Hugo Motta.

Disputa exige ampliação de apoios

A eleição para a presidência da Câmara será realizada em fevereiro de 2027, quando os 513 deputados escolherão o parlamentar responsável por conduzir os trabalhos legislativos no próximo biênio.

Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa conquistar pelo menos 257 votos. Caso nenhum dos concorrentes alcance a maioria absoluta, os dois mais votados disputam uma segunda votação.

Com o apoio anunciado pelos dez partidos, Hugo Motta inicia a articulação política para tentar ampliar sua base e superar eventuais resistências à continuidade de sua gestão.

A definição dependerá das negociações entre as bancadas e da votação dos deputados na eleição interna da Casa.