A eliminação precoce da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, encerrou mais uma tentativa frustrada de conquistar o hexacampeonato. Em meio à decepção que prolonga para 28 anos o jejum brasileiro sem o principal título do futebol mundial, dois jogadores da Paraíba deixaram o torneio com prestígio reforçado: o lateral Douglas Santos e o atacante Matheus Cunha, que aproveitaram as oportunidades e ganharam força para permanecer no grupo comandado por Carlo Ancelotti.
Matheus Cunha foi um dos destaques da campanha brasileira. Titular durante toda a competição, o atacante vestiu a camisa 9 e marcou três gols no Mundial — dois na vitória sobre o Haiti e um diante da Escócia, ainda na fase de grupos. Além da eficiência nas finalizações, chamou atenção pela capacidade de participar da construção das jogadas, recuando frequentemente para organizar o setor ofensivo e contribuir na criação das jogadas.
Nas oitavas de final, contra a Noruega, foi dele a jogada que originou o pênalti a favor do Brasil ainda no primeiro tempo. A cobrança, no entanto, foi desperdiçada por Bruno Guimarães. Ao todo, o paraibano disputou cinco partidas e somou 293 minutos em campo.
Douglas Santos também encerrou a Copa em alta. O lateral-esquerdo chegou ao torneio disputando posição com Alex Sandro, mas rapidamente conquistou a confiança de Carlo Ancelotti e terminou a competição como titular absoluto da equipe.
Seguro defensivamente e sem comprometer durante toda a campanha, o jogador do Zenit atuou nas cinco partidas da Seleção e acumulou 442 minutos em campo, consolidando-se em uma posição que há anos é alvo de debates dentro da equipe brasileira.
Apesar da frustração pela eliminação, a tendência é que Douglas Santos e Matheus Cunha permaneçam nos planos da comissão técnica para o início do novo ciclo da Seleção Brasileira.
O Brasil voltará a campo em setembro para disputar dois amistosos contra a Austrália, ambos em território australiano. O primeiro confronto está marcado para o dia 25, em Townsville, e o segundo será realizado quatro dias depois, em Brisbane.
A boa Copa disputada por Douglas pode garantir novas oportunidades em uma posição que ainda busca estabilidade. Aos 32 anos, o lateral surge como candidato a seguir nas próximas convocações e disputar as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2030.
O cenário é ainda mais promissor para Matheus Cunha. Aos 27 anos e vivendo uma fase de protagonismo no Manchester United, o atacante encerrou o Mundial fortalecido após aliar eficiência ofensiva e importância tática. Mantendo o desempenho apresentado na Copa, desponta como uma das principais peças da renovação da Seleção Brasileira para os próximos anos.