A relação entre religião e política voltou ao centro do debate eleitoral após a divulgação de um vídeo apresentado pela cantora e ex-BBB paraibana Juliette Freire. Intitulada A Guerra à Santa, a produção do projeto digital Revelando aborda manifestações contrárias à devoção a Nossa Senhora Aparecida e provocou reações de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Publicado no contexto das celebrações da padroeira do Brasil, o material recupera declarações atribuídas ao bispo evangélico JB Carvalho, relacionadas à veneração de imagens e figuras religiosas católicas. A produção também chama atenção para a proximidade entre o religioso e Flávio Bolsonaro, que escolheu ser batizado na denominação liderada pelo bispo.
Um dos trechos de maior repercussão questiona por que “uma santa desperta tanto ódio em quem quer mandar no país”, estabelecendo uma conexão entre o debate religioso e a disputa pelo Palácio do Planalto.
A abordagem gerou críticas entre aliados do candidato do PL, que interpretaram o conteúdo como uma tentativa de desgaste político em meio à campanha do segundo turno.
O vídeo utiliza a devoção a Nossa Senhora Aparecida, uma das principais expressões da religiosidade católica brasileira, para discutir episódios de intolerância religiosa e a participação de lideranças evangélicas no ambiente político.
Ao recuperar declarações atribuídas a JB Carvalho e associá-las à trajetória religiosa de Flávio Bolsonaro, a produção levou para o debate eleitoral divergências entre tradições cristãs sobre a veneração de imagens.
A repercussão ocorre em um momento de disputa pelo apoio do eleitorado cristão, segmento que reúne diferentes denominações e posições políticas.
As críticas de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira à publicação ampliaram a circulação do conteúdo nas redes sociais, colocando Juliette no centro de mais uma discussão nacional que ultrapassa sua atuação na música e no entretenimento.