Paraíba, sábado, 25 de abril de 2026

João Azevêdo nega interferência e diz que saída de Pollyanna Werton do PSB foi “decisão pessoal”Clauber Beserra

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Ex-governador afirma que foi comunicado na última hora e critica visão “individualista” na política

O ex-governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), comentou pela primeira vez de forma mais detalhada a saída da ex-secretária Pollyanna Werton da legenda e negou qualquer tipo de interferência no processo. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (24), ele afirmou que a decisão foi estritamente pessoal e que não houve incentivo por parte dele.

Segundo João, a comunicação sobre a saída ocorreu já no limite do prazo partidário. “Eu fui avisado no dia anterior. A leitura que eu tinha era de que ela permaneceria, mas aos 45 minutos do segundo tempo ela comunicou que seguiria outro projeto”, declarou.

O ex-governador destacou que, enquanto presidia o partido, atuou para manter seus quadros e fez críticas ao que considera uma condução individualista na política. “Política não é apenas conta. Não pode ser só ‘onde tenho mais chance de me eleger’. Política é coletiva”, afirmou.

Durante a entrevista, João Azevêdo também rebateu especulações sobre suposta influência em decisões do atual governo estadual. Ele classificou como “absurda” a ideia de interferência e reforçou o respeito institucional ao governador Lucas Ribeiro. “Isso é uma ofensa ao governador. Eu nunca dei contraordem nenhuma. Minha relação com Lucas é de absoluto respeito”, disse.

Apesar das críticas indiretas, o ex-governador desejou “boa sorte” à ex-aliada e reafirmou que seguirá valorizando os nomes que permaneceram no PSB.

A declaração pública marca um movimento de delimitação política: ao mesmo tempo em que busca encerrar especulações sobre bastidores, João reposiciona seu discurso em torno de lealdade partidária — um recado que dialoga não apenas com o episódio em si, mas com o cenário mais amplo de rearranjos políticos em curso no estado.