Paraíba, quarta, 12 de agosto de 2026

Rompimento com PDT pode custar 26 segundos preciosos a Lucas Ribeiro no guia eleitoral

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Além do desgaste político e do risco de perda de aliados, saída do PDT pode atingir um dos ativos mais disputados de uma campanha: o tempo de propaganda eleitoral.

O rompimento do PDT com o governador Lucas Ribeiro (PP) pode produzir consequências que vão além da perda de um aliado político. Um dos impactos mais concretos poderá aparecer justamente onde cada segundo vale ouro: no guia eleitoral de rádio e televisão.

Com a saída do PDT da aliança, a campanha de Lucas Ribeiro pode perder cerca de 26 segundos de propaganda eleitoral. Para quem acompanha a política apenas de longe, o número pode parecer pequeno. Para estrategistas e profissionais de marketing eleitoral, porém, trata-se de um espaço precioso para apresentar propostas, construir narrativas e fixar a imagem do candidato junto ao eleitor.

Em uma campanha majoritária, 26 segundos permitem inserir uma mensagem inteira, reforçar uma realização, responder a adversários ou apresentar um conteúdo específico dentro de cada programa eleitoral. Quando esse tempo se repete ao longo do período de propaganda, o impacto ganha outra dimensão.

A perda também se soma ao desgaste político provocado pelo próprio rompimento. A saída de um partido de uma aliança pode desencadear movimentações de lideranças, candidatos e quadros partidários em direção a palanques adversários, ampliando os efeitos da decisão para além da divisão do tempo de televisão.

No caso do PDT, a tendência apontada nos bastidores é de aproximação com a candidatura do ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena. Dessa forma, Lucas pode enfrentar um efeito duplo: perder apoio e espaço no guia enquanto um adversário poderá ganhar reforço político.

Por isso, os 26 segundos que deixam a campanha de Lucas Ribeiro estão longe de representar apenas alguns instantes no relógio. Em uma eleição disputada, na qual cada oportunidade de comunicação com milhões de eleitores é calculada pelos estrategistas, segundos podem valer — política e eleitoralmente — muito mais do que parecem.