As declarações do senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (União Brasil), sobre a necessidade de ampliar crédito e reduzir impostos para os artesãos provocaram reação da ex-secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Rosália Lucas. Nesta terça-feira, ela afirmou que o parlamentar demonstra desconhecimento sobre as políticas públicas desenvolvidas pelo Governo do Estado para fortalecer o artesanato paraibano.
“Eu prefiro acreditar que o senador desconhece as políticas públicas e o olhar diferenciado do Governo do Estado aos nossos artesãos. Falou sem conhecer a realidade. Demonstra total desconhecimento sobre as ações voltadas ao setor”, declarou.
A resposta foi motivada por uma entrevista concedida por Efraim na última segunda-feira (6), quando afirmou que o artesão paraibano precisa de “menos imposto e mais crédito”. “O resto ele faz, porque o talento está na mão dele”, disse o senador.
Ao rebater a declaração, Rosália destacou que, durante a abertura da 42ª edição do Salão do Artesanato Paraibano, em Campina Grande, o Programa Empreender Paraíba disponibilizou uma linha de crédito de R$ 800 mil destinada aos artesãos participantes. Segundo ela, a iniciativa busca ampliar oportunidades de negócio, gerar renda e incentivar o empreendedorismo no setor.
A ex-secretária também informou que, entre 2019 e 2026, o Programa Empreender Paraíba beneficiou 433 artesãos, com investimentos superiores a R$ 3,2 milhões. Ela ressaltou ainda que o acesso ao crédito é permanente e não se restringe ao período de realização dos salões.
Rosália também contestou a afirmação sobre a carga tributária incidente sobre os artesãos.
“O senador Efraim Filho desconhece também que não existe carga tributária para os artesãos. Eles são isentos do pagamento de impostos”, afirmou.
Ao destacar os avanços do setor, ela lembrou que o Salão do Artesanato Paraibano cresceu significativamente nos últimos anos. Segundo Rosália, no início da gestão do governador João Azevêdo, o evento reunia menos de 200 artesãos e registrava vendas pouco superiores a R$ 800 mil. Na edição de 2026, o salão contou com cerca de 500 expositores e movimentou aproximadamente R$ 3,5 milhões em negócios.
Ela acrescentou que o Governo do Estado oferece estrutura gratuita aos participantes, incluindo espaço para exposição, hospedagem e transporte para artesãos de outros municípios, além de manter uma política permanente de incentivo à comercialização da produção artesanal.
Rosália ainda destacou que o Programa do Artesanato Paraibano é referência nacional e contribuiu para transformar a atividade em uma importante fonte de renda para centenas de famílias.
“Hoje o artesão é um empreendedor, sustentando a família por meio da arte e conseguindo comercializar sua produção durante todo o ano, não apenas nos salões”, afirmou.
Por fim, a ex-secretária ressaltou que a Paraíba é um dos poucos estados brasileiros que realiza dois grandes salões de artesanato por ano, ambos com duração próxima de um mês, e disse que continuará defendendo políticas públicas voltadas ao fortalecimento do segmento.
“O nosso objetivo é continuar lutando pelos nossos artesãos, independentemente de cargos. O artesanato é um importante gerador de emprego, renda e desenvolvimento para a economia paraibana”, concluiu.