Paraíba, sexta, 23 de outubro de 2026

Caso Júlia dos Anjos; padastro é condenado a 42 anos de prisão

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Sentença foi divulgada pela juíza Aylzia Fabiana Borges Carrilho; acusado foi condenado por homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.

Francisco Lopes de Albuquerque, acusado pela morte de Júlia dos Anjos, foi condenado a 42 anos de prisão. A sentença foi divulgada na noite de hoje (18) pela juíza Aylzia Fabiana Borges Carrilho. O réu foi condenado por homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.

Na sentença, a juíza destacou: “Na hipótese em apreciação, o agente cometeu três crimes não idênticos, devendo-se, portanto, aplicar-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. Sendo assim, somo as penas aplicadas para totalizá-las em 42 (quarenta e dois) anos e 06 (seis) meses de reclusão e 50 dias-multa, no valor de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos”.

Júlia dos Anjos, de 12 anos, ficou desaparecida por cinco dias antes de seu corpo ser encontrado em um cacimbão próximo à residência onde morava, no bairro de Gramame, em João Pessoa. A informação foi confirmada pelo delegado Rodolfo Santa Cruz, titular da delegacia de homicídios da capital.

Inicialmente, Júlia teria desaparecido após receber mensagens de pessoas desconhecidas pela internet, incluindo uma mulher que oferecia ajuda na área de marketing para seu perfil nas redes sociais. Na época dos fatos, em 2022, o padrasto chegou a demonstrar que estava auxiliando nas buscas pela menina, enquanto a família espalhava cartazes e concedia entrevistas à imprensa. A hipótese de sequestro em um esquema de golpe foi investigada, pois Júlia recebeu elogios por suas fotos e uma proposta para ser modelo via rede social. No entanto, essa hipótese foi descartada com a prisão do padrasto.

Após vários depoimentos e o avanço das investigações, Francisco confessou ter estuprado Júlia e mostrou onde jogou o corpo. Ele estava detido desde abril de 2022.