A equipe jurídica de Fernando Cunha Lima, pediatra sob acusação de abusos sexuais, tenta evitar prisão preventiva com pedido de habeas corpus.
A defesa do pediatra Fernando Cunha Lima, acusado de múltiplos casos de estupro de vulnerável, planeja solicitar um habeas corpus preventivo à Justiça nesta segunda-feira (12). O objetivo é evitar uma possível prisão preventiva do médico, cujo pedido já foi encaminhado pela Polícia Civil e está pendente de análise judicial.
Contexto do caso: As denúncias contra Fernando Cunha Lima vieram à tona após a mãe de uma das vítimas, durante uma consulta em 25 de julho, ter presenciado o médico tocando inapropriadamente sua filha menor. Ela imediatamente interveio, retirando seus filhos do local e registrando uma queixa formal na Delegacia de Polícia Civil.
A exposição deste incidente motivou uma sobrinha do acusado a vir a público com acusações semelhantes, afirmando que ela e suas irmãs também foram abusadas pelo tio na década de 1990, quando tinham aproximadamente a mesma idade da vítima recente. Esses relatos sugerem que os supostos abusos por parte de Cunha Lima ocorrem há mais de três décadas.
Medidas Institucionais: Em resposta às acusações, o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) iniciou uma sindicância para investigar o caso. Adicionalmente, a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), onde Fernando ocupava um cargo diretivo, optou por suspendê-lo de suas funções.
A comunidade aguarda as decisões judiciais enquanto o debate sobre a segurança das crianças em ambientes médicos se intensifica.