A presidente do PL Mulher em João Pessoa, Nayana Pontes Pereira Gomes, esposa do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), recebeu R$ 4.950 em pagamentos do Auxílio Emergencial durante a pandemia de Covid-19, segundo levantamento divulgado pelo portal Brasil 247. Os repasses teriam ocorrido entre 2020 e 2021, período em que o governo federal destinou recursos a trabalhadores afetados pela crise sanitária e econômica.
De acordo com a publicação, os registros apontam 15 parcelas vinculadas ao nome de Nayana, sendo oito pagamentos realizados em 2020 e outros sete no ano seguinte.
No primeiro ano do programa, foram registradas cinco parcelas de R$ 600 e três de R$ 300, totalizando R$ 3.900. Em 2021, constam mais sete pagamentos de R$ 150, que somam R$ 1.050.
Os dados apresentados na reportagem também associam o cadastro do benefício ao município de Campina Grande, na Paraíba.
Nayana ganhou projeção na política estadual ao integrar, como candidata a vice-governadora, a chapa encabeçada pelo senador Efraim Filho (PL) nas eleições de 2026. Ela também ocupa a presidência do PL Mulher na capital paraibana.
Seu marido, Cabo Gilberto Silva, é deputado federal reeleito e um dos principais representantes do bolsonarismo na bancada paraibana na Câmara dos Deputados.
Criado em 2020 para reduzir os impactos econômicos da pandemia, o Auxílio Emergencial foi destinado principalmente a trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais e pessoas desempregadas que cumprissem os requisitos legais.
Na primeira etapa, o programa estabelecia critérios de renda familiar, além de restrições relacionadas à existência de emprego formal e ao recebimento de determinados benefícios previdenciários e assistenciais.
O pagamento também dependia de outras condições previstas na legislação, que sofreram alterações durante a vigência do programa.
A presença de uma pessoa nos registros de pagamento, por si só, não comprova irregularidade. Para determinar se houve recebimento indevido, é necessário verificar as condições socioeconômicas da beneficiária no período, os critérios aplicáveis e as informações utilizadas na concessão.
Até o momento, o material divulgado não apresenta conclusão de órgão de controle sobre eventual irregularidade nos pagamentos atribuídos a Nayana.
O caso coloca em evidência os registros de distribuição de recursos públicos durante a pandemia e a necessidade de esclarecer as circunstâncias em que os benefícios foram concedidos.