A corrida pelo segundo voto ao Senado na base governista segue sem definição em João Pessoa. O prefeito Leo Bezerra (PSB) afirmou nesta segunda-feira (3) que ainda não escolheu quem apoiará na disputa de outubro e que a decisão será tomada apenas após diálogo com vereadores, suplentes e demais lideranças de seu grupo político.
Durante entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM, Leo afirmou que conta com o respaldo da bancada de vereadores aliados e revelou ter conversado também com suplentes ligados ao seu grupo político. Segundo ele, todos demonstraram disposição para acompanhar a definição que vier a ser tomada. “Todos os vereadores da nossa bancada estão comigo. Todos têm o meu aval e eu tenho o aval deles para onde eu for”, declarou.
O prefeito também procurou afastar a ideia de uma disputa marcada por ataques pessoais. Segundo Leo, divergências políticas não significam inimizade e sua postura continuará sendo pautada pelo respeito aos adversários. “Eu não tenho inimigo político nenhum. Existem projetos diferentes, mas inimigo eu não tenho. Você não vai me ver atacar o CPF de ninguém, atacar a honra de ninguém, a imagem de ninguém. Não é meu feitio”, afirmou.
Questionado sobre um eventual apoio ao ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), Leo disse que ainda pretende conversar com todos os nomes colocados na disputa pelo Senado. Além de Nabor, ele citou o ex-governador João Azevêdo (PSB), o deputado estadual André Gadelha e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). “Não tem só Nabor. Eu prometi a Veneziano que conversaria com André, vou conversar com João e com todos que quiserem conversar por João Pessoa. Não estou querendo fazer barganha política. Voto é sentimento, é vontade, é desejo”, declarou.
Nos bastidores, a indefinição do prefeito é acompanhada com atenção por lideranças governistas e por grupos que articulam a formação das chapas para as eleições de 2026. Durante o programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, o comunicador Fabiano Gomes afirmou que a disputa pelo apoio de Leo permanece aberta, principalmente entre João Azevêdo e Nabor Wanderley. Enquanto isso, o prefeito mantém o discurso de cautela e reforça que anunciará sua posição apenas depois de concluir as conversas com sua base política.