Paraíba, quinta, 08 de outubro de 2026

Turismo da Paraíba cresce 2,6% em abril e registra maior alta do Nordeste no acumulado do ano

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Setor de turismo paraibano fatura R$ 78,3 milhões em abril, impulsionado pelo aumento de embarques e desembarques; previsão de dobrar receita em 10 anos.

Em abril, o setor de turismo da Paraíba apresentou um faturamento de R$ 78,3 milhões, representando um crescimento de 2,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento é de 5,2%, o maior percentual entre os estados do Nordeste, conforme pesquisa divulgada nesta quinta-feira (4) pela Fecomercio São Paulo.

Miguel Ângelo Gomes, secretário de Estado de Turismo e do Desenvolvimento, destacou um estudo do Banco do Brasil que prevê que o PIB da Paraíba terá a maior alta do Nordeste, impulsionado pelo setor de serviços, que representa 80,4% da economia estadual. “O Turismo está inserido dentro deste segmento. Os indicadores falam por si, com altas taxas de ocupação nos meios de hospedagem e nos voos que ligam a Paraíba ao mundo,” afirmou Gomes. Ele também mencionou que, de janeiro a maio, o número de embarques e desembarques em Campina Grande e Bayeux aumentou cerca de 17,8%.

O secretário prevê que, com o desenvolvimento de obras como o Centro de Convenções de Campina Grande e a conclusão do Polo Cabo Branco, a receita do turismo na Paraíba pode dobrar em 10 anos.

A pesquisa da FecomercioSP revelou que, em abril, o setor de turismo no Brasil faturou R$ 15,7 bilhões, um aumento de 4,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. O segmento de transporte aéreo foi o que mais faturou, com R$ 3,73 bilhões e um crescimento anual de 3,7%. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de passageiros por quilômetros transportados foi o maior desde 2015.

Entre os estados, Amazonas e Espírito Santo se destacaram com variações de 13,9% e 13,4%, respectivamente, seguidos por Maranhão (12%), Sergipe (10,6%) e Santa Catarina (9%). São Paulo também apresentou crescimento de 4,7% após uma sequência negativa. Por outro lado, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul registraram quedas de 10,2%, 5% e 2,9%, respectivamente.

O segmento de locação de meios de transportes teve o maior crescimento anual, com 11,9%, totalizando R$ 2,2 bilhões em abril. Outras atividades que se destacaram foram alojamento (9,6%), alimentação (3,3%), atividades culturais, recreativas e esportivas (5,6%) e agências, operadoras e outros serviços (4,4%).

No entanto, o transporte rodoviário apresentou uma retração de 1,2% em abril, acumulando uma perda de 9,6% nos primeiros quatro meses do ano. Essa queda é atribuída à alta base de comparação, já que o setor cresceu 30% em 2022. A expectativa é que um dólar mais caro favoreça deslocamentos regionais nos próximos meses, devido ao aumento nos preços das viagens mais longas, como as de avião.