Paraíba, quinta, 28 de maio de 2026

Walber sai em defesa da vaquejada após bate-boca na CMJP: “Vou exigir respeito”João Pessoa

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Deputado critica postura de Guga Pet, defende impacto econômico das vaquejadas e diz que causa animal “não tem dono”.

A discussão acalorada entre vereadores na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) sobre vaquejadas e proteção animal ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (27), após o deputado estadual Walber Virgolino (PL) entrar no debate e sair em defesa da prática. Em entrevista ao portal Fonte83, o parlamentar criticou o vereador Guga Pet (PP), elogiou a postura de Éder da Jampa (PL) durante o embate no plenário e afirmou que a vaquejada representa geração de emprego, cultura e tradição nordestina.

Segundo Walber, a defesa da causa animal não pode ser usada como exclusividade política. “Hoje, proteger animal, todo mundo protege. Todo político tem o direito de defender essa causa. Eu corro vaquejada, tenho vários cachorros, salvo animais, patrocino ONGs. Não existe dono dessa bandeira”, declarou.

O deputado também questionou a atuação de Guga Pet no debate e minimizou as críticas feitas às vaquejadas. “Guga Pet é um cara que defende animais, mas ele não criou uma calopsita em casa. O cara que não sabe o que é criar um animal, não sabe o trabalho que dá cuidar de um animal dentro de casa, não pode usar isso como bandeira. Éder foi bastante feliz na colocação dele”, afirmou.

Ao defender as vaquejadas, Walber destacou o peso econômico da atividade no país. “A vaquejada hoje não é só um esporte. É geração de emprego e renda. São mais de 600 mil empregos gerados direta e indiretamente em todo o Brasil. É um esporte consolidado, que muda a vida da população e merece ser tratado com respeito”, disse.

A tensão na Câmara começou após Guga Pet discursar em defesa da causa animal e criticar a realização de vaquejadas, associando a prática a maus-tratos. Durante a sessão, o vereador também cobrou mais políticas públicas voltadas à proteção animal, como castração e assistência veterinária.

O discurso provocou reações imediatas no plenário e gerou discussões paralelas entre parlamentares, incluindo Éder da Jampa. O clima se intensificou com troca de acusações e interrupções durante a sessão.

O episódio repercutiu nos bastidores da política pessoense e reacendeu o debate entre defensores da causa animal e representantes ligados ao setor das vaquejadas, tema que frequentemente divide opiniões na Paraíba e em outros estados do Nordeste.