O presidente da Câmara, Hugo Motta, garantiu que a proposta que prevê o fim da escala 6×1 será analisada no próximo dia 22 de abril, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A votação não ocorreu nesta semana após parlamentares pedirem vista do texto — mecanismo que concede mais tempo para análise, especialmente em propostas mais complexas. Com isso, a discussão foi automaticamente transferida por duas sessões.
Ao confirmar a nova data, Motta assume o protagonismo na condução do tema dentro da Câmara.
Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta acelerar a pauta por outro caminho. Na última terça-feira (14), o governo enviou um projeto de lei que estabelece jornada semanal de 40 horas.
A medida abre espaço para a adoção de dois dias de descanso por semana, como sábado e domingo, em jornadas de oito horas.
Nos bastidores, o movimento revela estratégias diferentes.
O Planalto aposta no regime de urgência constitucional, que obriga a análise em até 45 dias na Câmara e no Senado. Já Hugo Motta sinaliza que pretende priorizar a PEC, considerada mais ampla e estrutural.
Apesar da disputa de ritmo, o presidente da Câmara nega qualquer desgaste na relação com Lula.
Com data marcada, a discussão sobre a escala de trabalho entra em fase decisiva — agora sob comando direto da Câmara, em meio à tentativa do governo de acelerar mudanças por fora da PEC.