A Coligação Juntos Para a Paraíba Dar o Próximo Passo recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para tentar manter completa a chapa de André Gadelha (MDB) ao Senado. O grupo pede que a Justiça Eleitoral reveja a renúncia da vereadora Ivonete Ludgério (PSD) à primeira suplência ou, alternativamente, permita que o emedebista permaneça na disputa com apenas um suplente.
Na petição, a coligação sustenta que a saída de Ivonete não teria sido apenas uma decisão pessoal, mas uma estratégia destinada a prejudicar eleitoralmente a candidatura de Gadelha. O argumento é apresentado pelo grupo político e ainda depende de análise da Justiça Eleitoral.
Segundo a coligação, a renúncia teria sido uma “manobra deliberada para fragilizar a chapa” e beneficiar um grupo adversário. A alegação está relacionada à decisão de Ivonete de, ao deixar a primeira suplência, anunciar apoio a Nabor Wanderley (Republicanos), também candidato ao Senado.
A vereadora anunciou a saída da chapa em 18 de setembro, ao lado do marido, Manoel Ludgério, e do deputado federal Hugo Motta (Republicanos), filho de Nabor. O pedido de renúncia foi protocolado na Justiça Eleitoral.
O requerimento apresentado por Ivonete atribuiu a decisão a motivos de “foro estritamente íntimo e pessoal”. Após deixar a composição de Gadelha, ela e Manoel Ludgério passaram a apoiar a candidatura de Nabor ao Senado.
Caso a Justiça Eleitoral não reverta a renúncia, a coligação pede que André Gadelha seja autorizado a seguir na eleição com apenas o segundo suplente, Assis Freire (MDB).
O impasse ocorre porque a saída de Ivonete aconteceu depois do prazo apontado pelas partes para substituição de candidaturas. Com isso, a coligação argumenta que não teria mais possibilidade jurídica de apresentar outro nome para preencher a vaga.
A composição da chapa passou a ser alvo de outra contestação. A Democracia Cristã apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido para que o registro da candidatura de André Gadelha seja indeferido ou cancelado. O partido sustenta que uma candidatura ao Senado deve ser formada pelo titular e dois suplentes e questiona a possibilidade de Gadelha permanecer na eleição com a vaga aberta. O pedido também aguarda análise.
Antes da ação da coligação, o próprio André Gadelha já havia afirmado publicamente que poderia disputar a eleição com apenas um suplente. Segundo o candidato, caberia à Justiça Eleitoral definir os efeitos da renúncia de Ivonete sobre a composição da chapa.
A controvérsia agora depende de decisão da Justiça Eleitoral, a poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.