Paraíba, sexta, 23 de outubro de 2026

Polícia Federal investiga uso de certificado de mestrado falso por ex-secretária de Educação de Cajazeiras

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Vereadores de Cajazeiras apresentam dossiê à PF sobre possível esquema de falsificação de certificados de pós-graduação.

A Polícia Federal (PF) está investigando o caso de uso de um certificado de mestrado falso pela ex-secretária de Educação de Cajazeiras e pré-candidata a prefeita pelo Progressistas, professora Corrinha Delfino. A fraude foi comprovada por um atestado emitido pela Universidade Aberta do Brasil (UAB) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Um grupo de vereadores de Cajazeiras levou um dossiê à Delegacia da Polícia Federal em Patos, na segunda-feira (15), solicitando uma investigação mais profunda não apenas sobre o certificado falso da professora Corrinha Delfino, mas também sobre a possível existência de um esquema criminoso de compra, venda e falsificação de certificados de cursos de pós-graduação no interior da Paraíba.

Os vereadores decidiram acionar a PF após a pré-candidata adotar uma nova versão em sua defesa, alegando que foi enganada por uma suposta consultoria que prometeu revalidar diplomas e entregou documentos falsos. O prefeito da cidade, José Aldemir, defendeu sua ex-secretária, afirmando em entrevista que existiam cerca de 150 certificados iguais ao de Corrinha Delfino.

Os parlamentares sustentam que a professora Corrinha Delfino sabia desde o início que o curso de mestrado que ela contratou de uma instituição dos Estados Unidos, ACU-Absolute, não tinha autorização para realizar mestrados no Brasil. Assim, não haveria como reconhecer o certificado sem o uso de instituições nacionais para revalidação junto ao Ministério da Educação, indicando uma participação ativa no processo que resultou na falsificação.

O dossiê apresentado à PF foi assinado pelos vereadores Eriberto Maciel (presidente), Alysson Américo de Oliveira, Raelza Borges, Luiza Trajano, Waldemar Carolino, Lamarque Barros e Roberto Santana de Figueiredo, lembrando ao delegado-chefe que existem diversas investigações em outros estados brasileiros sobre esquemas de certificado falso, algumas envolvendo a ACU-Absolute.